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Sem Moro, Sandro Alex tenta assumir discurso da direita em debate da Band

A ausência de Sergio Moro (PL) no debate da Band, realizado na noite deste domingo (9), abriu espaço para Sandro Alex (PSD) se apresentar como o candidato da direita na disputa pelo Governo do Paraná.

Logo no primeiro bloco, Sandro afirmou que representa a direita e associou o posicionamento à coragem. A declaração foi uma resposta indireta a Moro, que durante a semana havia chamado o candidato do PSD de “candidato do Centrão”.

Sandro também destacou obras realizadas em parceria entre o governo do Paraná e a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro, como a Ponte da Integração, em Foz do Iguaçu. Ao longo do debate, procurou associar Requião Filho (PDT) ao governo Lula. Requião respondeu lembrando que o PSD também integra a base do governo federal e mantém três ministérios.

Críticas à gestão Ratinho Junior

Requião Filho concentrou seus ataques na administração de Ratinho Junior (PSD), padrinho político de Sandro Alex. Chamou o adversário de “quarta opção de Ratinho” e criticou temas como os custos da energia, a privatização da Copel, tarifas de água, ICMS e obras como a engorda da praia de Matinhos.

Sandro, por sua vez, defendeu a gestão estadual e citou investimentos em infraestrutura, incluindo rodovias de concreto e duplicações. Também classificou Requião como “ventilador de mentiras” ao comentar as críticas ao governo.

Propostas

Apesar da troca de críticas, os dois candidatos apresentaram propostas. Requião Filho destacou o projeto de ICMS zero para pequenas e microempresas.

Sandro Alex defendeu a ampliação das escolas cívico-militares, das atuais 345 para 500 unidades, e afirmou que pretende garantir cursos de Medicina nas sete universidades estaduais do Paraná.

Nas considerações finais, Sandro agradeceu ao governador Ratinho Junior e destacou seu vice na chapa, Rafael Greca (MDB). Requião Filho, por sua vez, ironizou o lema “unidos e em paz” adotado pelo grupo governista e afirmou que pretende construir uma “união com o povo”.

O debate teve tom relativamente moderado entre Sandro e Requião, com críticas e provocações, mas sem confrontos mais agressivos.

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