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Governo do Paraná cancela e suspende 749 prioridades de convênios que somam R$ 1,3 bilhão

A Secretaria de Estado das Cidades (Secid), comandada por Fernando Giacobo, cancelou 445 prioridades de convênios e suspendeu outras 304, que juntas somam R$ 1,3 bilhão.

Segundo a secretaria, os municípios não apresentaram os projetos ou deixaram de entregar a documentação necessária dentro do prazo. As prioridades suspensas, referentes ao período de janeiro a abril de 2026, ainda poderão ser retomadas ou canceladas posteriormente.

A decisão gerou preocupação entre prefeitos, inclusive aliados do governo estadual. Alguns municípios já teriam investido recursos na elaboração de projetos e temem dificuldades para cumprir compromissos assumidos com a população.

“Vai ficar muito ruim para nós prefeitos se esses projetos não saírem do papel agora. Se não honrarem com o que combinamos, nós estaremos em situação delicada perante a nossa população”, afirmou um prefeito, que pediu para não ser identificado.

Prefeitos cobram a AMP

De acordo com o relato de um prefeito de pequeno município, o presidente da Associação dos Municípios do Paraná (AMP), Marcel Micheletto, prefeito de Assis Chateaubriand, vem sendo cobrado por gestores em grupos de WhatsApp.

Micheletto estaria tentando agendar uma reunião com Giacobo e com o chefe da Casa Civil para discutir a situação. O prefeito ouvido pela reportagem também afirmou que chegou a contratar financiamento para custear a contrapartida de projetos anunciados.

Governo aponta falta de documentação

As chamadas prioridades abertas não representam garantia jurídica de liberação dos recursos. Elas funcionam como uma sinalização para que as prefeituras avancem na preparação dos projetos e dos procedimentos necessários às obras.

Em nota, a Secid informou que os cancelamentos ocorreram porque os municípios não entregaram a documentação exigida dentro do prazo. Segundo a secretaria, não haverá tempo hábil para analisar os projetos até o fim do ano, o que inviabiliza a aprovação técnica.

Apesar de não haver garantia jurídica de execução, a medida pode gerar desgaste político entre o governo estadual e os prefeitos que contavam com os recursos para realizar obras e atender às demandas locais.

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